Jorge Luis Borges e seus labirintos

Dos textos do Borges, dois são excepcionais: O Aleph e A Biblioteca de Babel. Labirintos que somente ele soube descrever…

Buenos Aires: Las Calles de Borges from Ian Ruschel on Vimeo.

Deixe um comentário

Arquivado em citação

Escrita: quem está certo?

Enquanto que nos EUA abandonaram com as aulas de escrita cursiva, na China os alunos terão mais aulas de caligrafia.

Quem está certo? (lembrando que a China será o próximo EUA…)

E como ficará a pintura?

Deixe um comentário

Arquivado em dúvida

Os céus da América

A partir do post do Kentaro no Sedentário conheci o belíssimo trabalho fotográfico de Stéphane Guisard, que vai de vídeos a fotos com navegação:

O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima… 

Deixe um comentário

Arquivado em ciência

Da dádiva

bien au chaud by ixos
bien au chaud, a photo by ixos on Flickr.

Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza seus presentes.

E há os que pouco têm e dão-no inteiramente. Esses confiam na vida e na generosidade da vida, e seus cofres nunca se esvaziam.

E há os que dão com alegria, e essa alegria é sua recompensa.

E há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo.

E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria e sem pensar na virtude:

Dão como, no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço.

Pelas mãos de tais pessoas. Deus fala, e, através de seus olhos, Ele sorri para o mundo.

Khalil Gibran – O Profeta

Deixe um comentário

Arquivado em sociedade

Revolução Industrial

Rome 1 by Mads Eneqvist Rome 1, a photo by Mads Eneqvist on Flickr.

Leitura obrigatória: Trabalhadores, de Sebastião Salgado:

Trabalhadores, de Sebastião Salgado

Trabalhadores

Deixe um comentário

Arquivado em sociedade

FC: só biscoito fino

A FNAC e a Editora Aleph estão com descontos em livros de até 30%:

FNAC

FNAC


É sério: ótimas traduções de Laranja Mecânica, Trilogia da Fundação, Neuromancer, Ubik, Valis, O Fim da Eternidade, Os Próprios Deuses, Duna… e O Homem do Castelo Alto! Em breve comentários sobre esse último livro, que discute o que é a realidade (ou tira o pouco que nos resta).

Deixe um comentário

Arquivado em sociedade

A Igreja

The Church by Christophe Regnaud
The Church, a photo by Christophe Regnaud on Flickr.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.” (João)

Deixe um comentário

Arquivado em citação

A verdade está nas ruas

Pausa para os comerciais: fiquei, de novo, um longo tempo fora do ar. Ou melhor, fora do blog. Estive reciclando meu cérebro com novos velhos livros durante essa virada de ano. Ano novo, ideias novas. Tá tudo no Skoob. Eu leio devagar, até acho que pouco, mas gosto de escolher o livro com esmero, com capricho. Sempre que tenho tempo livre, fico nas livrarias ouvindo as vozes dos séculos.

E foi nOs Sertões (1 e 2) que descobri quem foi, afinal, Moreira César. Na minha cidade natal, Caxias do Sul, Moreira César é o nome de uma importante rua. Assim como Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, os 18 do Forte…

View Larger Map

E há muito tempo tenho isso em mente: até o nome da cidade é em homenagem a um “herói” de guerra. E as aspas são justamente a minha dúvida: que heróis? De quem? O que eles realmente fizeram para serem considerados heróis? Sobre o Duque de Caxias, conta-se a estorinha de que ele atravessava mulheres grávidas com sua portentosa espada para que não nascessem paraguaios “contra o Brasil”. E Moreira César, nas palavras do engenheiro militar (olha o nome) e fã de carteirinha da República Euclides da Cunha (trecho de Expedição Moreira César, cap. 1):
Alguma coisa de grande e incompleto, como se a evolução prodigiosa do predestinado parasse, antes da seleção final dos requisitos raros com que o aparelhara, precisamente na fase crítica em que ele fosse definir-se como herói ou como facínora. Assim, era um desequilibrado. Em sua alma a extrema dedicação esvaía-se no extremo ódio, a calma soberana em desabrimentos repentinos e a bravura cavalheiresca na barbaridade revoltante.

Como dizia Brecht: “Triste de um país que precisa de heróis.

Hoje não temos mais guerras no campo da espada. Mudamos, evoluímos. Agora a guerra se trava na caneta: na guerra de informação, no (absurdo) intento de controlar as pessoas pela mente.

A verdade está nas ruas. Paramos de homenagear militares para enaltecer jornalistas. Ou melhor: dono de jornal. Ou melhor: famílias de dono de jornal: Sarney, Collor, Mesquita, Sirotsky… Menos Maquiavel e mais Huxley (calma, ainda chegaremos até o Orwell).

Mantém-se o padrão, o mesmo naipe, só muda o endereço. Ou melhor, a rua.

2 Comentários

Arquivado em sociedade

Jornalista pra quê?

Jornalista é como gaúcho: pode falar mal de todo mundo, mas ninguém pode falar dele… Até quando o STF derrubou a obrigação de diploma (ô! até o site deles é lerdo!), está errado: errou porque derrubou, errou porque demorou, errou porque nunca precisou de diploma, errou porque eram os “resquícios malditos da ditadura”, errou porque se intrometeu, errou porque foi numa quarta-feira… Além disso, blogs/microblogs/qualquer-espaço-virtual é um (potencial) canal de informação. Jornalista pra que então? Todos os tais jornalões estão perdendo receita, visitas, leitores, credibilidade! (já vão tarde, se querem a minha opinião)

Curiosamente, vou defender o jornalista. Primeiro, porque repito o meu mantra de que informação não é conhecimento; ou seja, precisamos de contexto, análise, síntese, filtro, opinião, ligações/hiperligações horizontais/verticais/transversais com outros assuntos. Ou nos tornaremos fatal e simplesmente, repito também, meros acumuladores de informação.

Na verdade, precisamos mais do que nunca de cérebros pensantes, críticos, gente que para e pensa. Se eu quiser mais memória, eu comprarei uma, obrigado. Essa semana eu conheci o Newsmap (que está caindo direto pelo grande acesso), e gostei, achei uma ferramenta bacana: organiza espacialmente as notícias dos jornalões em uma única página. Mas é isso, finito. Metade da página só com assunto de futebol, outra fatia significativa com economia. Eu prefiro a minha própria de blogs e portais, cultivada artesanalmente, onde TAMBÉM tem ótimos jornalistas que não têm medo de Web 2.0. E o resultado é muito bom: bom jornalismo, competente, com opinião clara e bem definida (ok, New York Times e The Economist também assumem sem vergonha, né Folha?), com informação bem apresentada, coerência editorial (sim, isso ainda existe!).

Bom profissional em qualquer lugar, e não qualquer profissional em bom lugar.

Como diziam Marcelo D2 e B-Negão na música Contexto:
Brasileiros pós ditadura ainda se encontram em estado de coma semi profundo
E um dos sintomas mais visíveis é a falta de percepção acariciam um lobo
achando que é o seu animal de estimação
Não consegue diferenciar banqueiros de bancários
Mega traficantes de meros funcionários e assim permanecem estagnados
Quando não regredindo enquanto o comando delta tem cada vez mais motivos pra permanecer sorrindo

Deixe um comentário

Arquivado em comunicação

Sync, sync, sync

Eu nem sei mais onde guardo as minhas coisas. Passei pela época do disquete de 3 e 1/2 (opa! momento nostalgia: em casa tínhamos até caixa organizadora de disquete! e com chave!), depois trabalhei na firma com o Iomega ZipDrive (100MB a tiracolo!!!), CD-R, CD-RW, CD-R+, CD-RW+, CD?, CD!, DVD-R, DVD-RW, DVD-?, DVD-!, DVD-=-O. Por fim, HD externo (mas nunca confiei em sistemas mecânicos TÃO móveis) e memórias Flash/MP3/4/5…

Isso é passado. Over, the end. O cool agora é sync. Eu uso, mesmo, intensivamente, mesmo com seus milhões de poréns – e o pior deles: eu simplesmente NÃO TENHO IDEIA ONDE OS MEUS DADOS FICAM ARMAZENADOS. Assim mesmo, em caixa alta, negrito, pra escancarar a minha dependência dos caras.

Portanto, sigo sempre duas regras básicas:

  1. Não compartilho informação sensível/crítica, sob qualquer hipótese. Sincronização de senha, arquivos importantes, nada disso.
  2. Assumo que ninguém faz backup disso. Se desaparecer, não perco nada de essencial.

Pronto. Vamos às novidades da semana:

  • Firefox Sync: como eu uso a versão beta do navegador (atual: 4.0b4), o complemento já vem embutido, sincronizando favoritos, histórico (sou um navegador comportado, viu? :-) , preferências e senhas (eu gosto do Firefox e o uso desde os primórdios, mas sou gato escaldado…). Show de bola.
  • Dropbox: comecei hoje e gostei. De um lado, um aplicativo rodando discretamente no computador, sincronizando um diretório, o qual fica disponível via Web (eu que controlo quem pode vê-los) e em todos os equipamentos rodando o cliente. Veja o vídeo da página inicial, vale a pena e explica melhor que eu – mérito do pessoal do Common Craft e seus papéis animados.
  • Google Docs: lógico que tinha que estar na lista. Nesse caso, pelo motivo de edição colaborativa e simultânea, que ficou bem legal. Quando a gente falava em programas simples, funcionais e com infinitas possibilidades pedagógicas, era por aí que vagava o pensamento…

Os arquivos pessoais que levo pra lá e pra cá? só meu celular os conhece…

Deixe um comentário

Arquivado em tecnologia